terça-feira, 16 de novembro de 2010


Biogeografia de ilhas -MacArthur e Wilson (1963)

Em relação à postagem anterior o projeto Macambira-Anicuns oferece muitas analogias -pela criação de um corredor ecológico que cruzaria a capital de Goiás- com a famosa teoria da Ecologia é aplicada para conservação ou entendimento de como os processos que regem a distribuição das espécies ou riqueza de espécies não só funcionam apenas em ilhas, mas também em fragmentos de remanescentes circundados por uma matriz, seja ela a pastagem, agricultura, desmatamento ou área urbana- neste caso em específico-, assim sendo se a conclusão do projeto for efetuada poderemos observar efeitos de borda -alteração na estrutura, na composição e/ou na abundancia relativa de espécies na parte marginal de um fragmento. Tal efeito seria mais intenso em fragmentos pequenos e isolados. Esta alteração da estrutura acarreta em uma mudança local, fazendo que plantas que não estejam preparadas para a condição de maior estresse hídrico, característico das regiões de borda, acabem perecendo, acarretando em mudanças na base da cadeia alimentar e causando danos à fauna existente na região.

Conhecendo a Teoria da Biogeografia de ilhas

É reconhecido há muito que as ilhas contêm um número mais reduzido de espécies do que áreas equivalentes dos continentes. É também do conhecimento geral que o número de espécies nas ilhas decresce à medida que a área da ilha diminui. Porquê? Esta é a questão que irá ser respondida nesta aula. As ilhas podem ser vistas como tipos especiais de armadilhas capazes de apanhar espécies com capacidade de dispersar e colonizar com sucesso essas áreas. Desde Humboldt e, mais tarde, Darwin, que os biólogos utilizam as ilhas como microcosmos para estudar problemas ecológicos e evolutivos. Os seus limites permitem a análise da estrutura das comunidades e a determinação dos efeitos de perturbações nessas comunidades. Uma das generalizações mais antigas da ecologia é a de que o número de espécies presentes numa ilha se relaciona com o seu tamanho. Esta relação pode exprimir-se da seguinte forma:

log S = log c + z log A

Onde: S- numero de espécies, A - área da ilha ou fragmento, C-constante medindo o número de espécies por unidade de área; z- constante medindo a inclinação da linha que relaciona S e A, medida de alteração em riqueza de espécies por unidade de área. MacArthur e Wilson (1963) apresentaram a relação entre a área e a riqueza de espécies em ambientes insulares do seguinte modo: o número de espécies de um determinado taxon estabelecido numa ilha representa o equilíbrio dinâmico entre a taxa de imigração de espécies colonizadoras novas e a taxa de extinção de espécies previamente estabelecidas. Esta relação passou a designar-se por modelo da biogeografia das ilhas.

O modelo de MacArthur & Wilson tem estimulado muito trabalho relacionado, sobretudo, com a fauna das ilhas. Estudos de longa duração são, no entanto, necessários para obter dados suficientes que permitam testar o modelo proposto. A maior parte dos dados até agora obtidos derivam de estudos feitos com aves e as funções da imigração e extinção, com aspecto caracteristicamente côncavo, apesar de correctas para muitas ilhas, parecem não se aplicar em alguns casos e apresentar variações de ano para ano. Mais ainda, a questão do número de espécies deverá ser complementada pela investigação do tipo de espécies colonizadoras - espécies diferentes possuem capacidades diferentes de ocupação. A compreensão da dinâmica das populações e comunidades de espécies individuais permitirá, sem dúvida, melhorar o conhecimento de fauna e flora das ilhas. Não devemos também esquecer que o conceito de ilha pode ser lato e abarcar lagos (ilhas num mar de terra), cumes de montanhas (ilhas num mar de vales), zona de pequenos arbustos numa floresta (ilhas num mar de árvores),dependendo da perspectiva com que analisamos as questões.





sábado, 6 de novembro de 2010

Projeto Macambira-Anicuns

O avanço urbano desordenado sobre mata ciliares em Goiãnia exigiu que os dirigentes políticos-administrativos propusessem a execução de um projeto de dimensões a altura de uma capital que detêm o título de melhor qualidade de vida no Brasil segundo o Instituto Brasil Américas. A capital possui a maior área verde por habitante, 94m²/ habitante perdendo apenas para Edmonton no Canadá que possui 100 m²/habitante dados obtidos em 2009. Com o projeto idealizado em 2003 pelo então prefeito Pedro Wilson (PT) visando revitalizar áreas próximas ao Córrego Macambira e Ribeirão Anincuns que proporcionaria benefícios diretos para 300 mil habitantes de diversos bairros da capital.

O Projeto Macambira-Anincuns é uma parceria entre Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Prefeitura de Goiânia assinado no dia 16 de setembro de 2009 entre o prefeito Íris Rezende e o representante do BID no Brasil,José Luiz Lupo, ficou assinado a liberação de recursos que garantiriam a execução do projeto .O governo federal, representado pela Secretaria do Tesouro Nacional, atua como fiador do projeto junto ao banco internacional. Orçado em 94,5 milhoes de dóloares o BID irá finaciar 60% do total, enquanto a prefeitura responsável por 40%,restante, o montante será pago por meio de 40 parcelas semestrais com prazo de amortização de 20 anos e juros anuais entre 4 e 5% e terá inicio no primerio trimestre de 2010, com um prazo de cinco anos para ser concluído.

O projeto sócio-ambiental mais audacioso do Brasil visa a recuperação ambiental de áreas de preservação permanente dos fundos de vale do Córrego Macambira, desde suas nascentes, e do Ribeirão Anicuns, entre a foz do Macambira e o Rio Meia Ponte, além disso o projeto Macambira-Anicuns irá beneficiar 114 bairros das regiões oeste, noroeste e norte, com a construção de três parques, três escolas, cinco centros de saúde e revitalização dos rios que batizam o programa.

A implementação do projeto se dará em três etapas: infraestrutura, regulação urbana e conscientização.O primeiro componente visa à construção das benfeitorias, aliada à reorganização urbana e ao reassentamento populacional.Hoje, a prefeitura estima que 227 famílias terão que ser desapropriadas para a construção, A Unidade Executiva do Projeto Macambira-Anicuns dispõe de plano exclusivo para a desapropriação das famílias e estabelecimentos comerciais em áreas passíveis de alagamento. O levantamento elaborado em 2005 aponta que 227 famílias e 54 comércios estão concentrados nesses pontos. Coordenador-geral do projeto, Wesley Moraes afirma que, em todos os casos, os moradores que precisarem ser desapropriados serão indenizados.O segundo componenete visa a recuperação de leitos e mata ciliar do Macambira-Anicuns. Na área arborizada entre os rios será construído o parque linear, de 26,5 Km de extensão. Os parques Pedreira e Macambira somam um milhão de metros quadrados de área de preservação.O terceiro componente do projeto visa a sustentabilidade social e ambiental. Com ela, a prefeitura deve se valer de programas e ações para a preservação do Macambira-Anicuns. “Trabalharemos a conscientização e a educação ambiental para que este trabalho não se perca com o tempo”, completa o coordenador-geral do projeto.

O Projeto Macambira-Anicuns firma-se como uma ação integradora multidisciplinar trazendo benefício direto para as populaçoes adjacentes e para o meio ambiente.






sexta-feira, 23 de abril de 2010

Google contra o dematamento: " O fiscal é você"

Na Conferencia do Clima (COP-15), em Copenhague na Dinamarca, Rebecca Moore, responsável pelo uso social do Google Earth, apresentou uma ferramenta desenvolvida em parceria entre o Google e o Instituto do Homen e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON). A plataforma Earth Engine que funcionará como uma espécie de camada do Google Earth, com imagens de satélite e informações atualizadas do Desmatamento na Amazônia e possivelmente se estenderá para os Biomas brasileiros monitorando todo país. " Será fácil integrar o Earth Engine com outras tecnologias, como as rede sociais. Estamos projetando uma API aberta que permitirá que organizações gerem e compartilhem informações sobre o desmatamento em tempo real, pela internet", afirma Rebecca.

O lançamento da primeira versão do Earth Engine, prevista para este ano, inaugurará uma era da preservaçao ambiental baseada em redes sociais. É o que Tasso Azevedo, acessor do Ministério do Meio Ambiente, chama de Redes de Monitoramento Coletivas (RMC).Uma das idéias é criar um ambiente virtual com os dados do Earth Engine que permita que usuários leigos façam análises de satélites de maneira colaborativa. Hoje, o trabalho é feito por pesquisadores e leva em media 15 dias para ficar pronto. "Em uma rede social, em um dia tudo estaria mapeado", afirma Azevedo. " Se você tem um celular com GPS, basta tirar uma foto, coletar as informações da área e enviar diretamente para rede", explica o acessor.

A proposta não está longe da realidade. Em fevereiro deste ano o Imazon lançou um projeto de uso de celular para monitorar o desmatamento. "As pessoas poderão receber SMS com informações sobre o desmatamento em sua região", diz Carlos Souza, pesquisador do Imazon e um dos idealizadores do Earth Engine. No início, o recurso será útil para os planos de ações de municípios que apresentam níveis críticos de desmatamento.
Com todos esses recursos, a clássica cena de ativistas abraçando árvores deverá ser mais rara. Abrir o celular, tirar uma foto ou ajudar a analisar imagens de satélite será uma estratégia muito mais fácil e eficiente para manter florestas em pé.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Munição Aliada no Combate contra o Desmatamento

Satélites de alta definição em tempo real, aviões não tripulados e florestas codificadas são as novas munições para combater o desmatamento na Amazônia e posteriormente implantá-los outros biomas. Visto do alto, a paisagem de muitos pontos da Amazônia é chocante. Em vez do tapete verde formado pelas árvores, avistam-se clareiras de terra remexida por tratores e arrasada por motos-serras além de diversos focos de queimadas. Em solo, a vista de quem percorre uma das muitas estradas clandestinas revela espaços ocupados pela expansão agropecuária, atualmente o principal entrave da Amazônia. Alem de reduzir as emissões de gás carbônico, o governo brasileiro precisa conter o avanço do desmatamento ilegal. Esse combate tem nos céus um grande aliado o satélite batizado CBERS-2, que registra, a cada dois dias, alterações na densidade da floresta Amazônica a uma amplitude de pelo menos 778 km da superfície terrestre. O equipamento faz parte do Sistema de Detecção de Desmatamento em tempo Real (DETER), que desde 2004 alerta os órgãos de fiscalização sobre novos focos de desmatamento. Há 20 anos, os 4,1 milhões de Km da Amazônia que ficam no Brasil são vigiados do espaço pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (IMPE). Há quase um ano, o monitoramento foi estendido ao Cerrado e a Mata Atlântica.

Em um estudo apresentado na Conferencia do Clima (COP-15), em Copenhague, o IMPE estimou que em 2020 a contenção do desmatamento da Amazônia faça o nível de emissões de gás carbônico cair em 560 milhões de toneladas. A estimativa é de que em 2020 o país emita 1,7 bilhões toneladas de CO2 – 1 bilhão a menos do que emitiria sem ações de contenção. O IMPE já deu o primeiro passo para isso. Até 2012, pelo menos dois novos satélites prestarão serviço para o sistema DETER. O Amazônia-1 e o CBERS-3 juntam-se como aliados neste combate sem trégua.

Espiões nos Céus

Em breve segundo alguns debates o monitoramento por satélite terá aviões não tripulados como aliados. É o mesmo modelo usado pela defesa dos Estados Unidos. Eles farão parte das estratégias de combate aos crimes ambientais no Brasil. Em outubro passado, a Policia Federal (PF) adquiriu, por 345 milhões de reais, uma frota de 15 aviões da empresa israelense Israel Aerospace Industries (IAI). Um deles já está no Brasil e outros seis chegam até dezembro. A partir de uma base de 1000 km de distância, o piloto poderá controlar o avião por 37 horas ininterruptas. Equipado com duas câmeras e radares, o Veículo Aéreo não Tripulado (VANT) pode captar imagens a uma altitude de 10.000 metros.

Floresta Chipada

O uso de etiquetas RFID é outra estratégia para impedir o comércio ilegal de madeira. Desde outubro do ano passado, um projeto piloto no Mato Grosso esta testando a viabilidade técnica e econômica desse tipo de sensor. Em parceria com o Instituto Ação Verde, o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado do Mato Grosso (CIPEM) implantou os chips a uma altura de 1,30 metros em 2.400 árvores da Fazenda Carandá, em Nova Mutum. O município já liderou a lista dos que mais desmatam a floresta Amazônica. A preocupação em identificar a madeira está no desmatamento ilegal. “Muita gente usa o planos de manejo sustentável para esquentar a madeira de origem ilegal- ou seja, corta uma árvore não legalizada, mas utiliza o registro de uma que poderia ser retirada da floresta”, diz Paulo Henrique Borges, superintendente executivo do Instituição Ação Verde.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sustentabilidade
video
Este vídeo tem como objetivo informar qual é o devido papel das empresas neste início de século, visando contextualizar as variações das tendências mundiais que giram através do termo sustentabilidade. Onde as entidades deverão rever seus planos e metas de administração para englobar questões ambientais como sendo um dos protagonistas de seu plano frente ao mercado.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Nessa quarta-feira dia 07 foi realizado na Assembléia Legislativa do Estado de Goiás o Seminário de Mudanças Climáticas: Ações para mitigação, entre 08:00 da manhã e 17:00 da tarde. O seminário contou com a participação de especialistas de renome nacional, que teve como objetivo o comprometimento de agentes públicos, empresas, sociedade civil e cidadãos com práticas que possam melhorar a qualidade ambiental e reduzir a emissão de carbono.

O Seminário tinha como um de seus objetivos inserir Goiás neste contexto de mudanças climáticas como afirma o Deputado Estadual de Goiás e coordenador do seminário Thiago Peixoto:” O aquecimento global é real e exige ações urgentes para que seja possível evitar catástrofes em um futuro bem próximo “. A idéia da realização deste evento no Estado de Goiás nasceu na viagem a Copenhage, em dezembro do ano passado. O deputado foi o representante goiano na Conferência do Clima da ONU (COP-15). “Depois de ouvir diversos especialistas na Dinamarca, tive a certeza de que a discussão em Goiás de ações e metas que contribuam para a redução do aquecimento global é urgente e de extrema importância”, explicou o deputado.

No decorrer do evento foram levantados assuntos da COP-15, bem como suas decisões e documentos lá extraídos. Logo após a abertura o Secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, afirmou que o tema Mudanças Climáticas enquadra como uma questão de prioridade individual, pois encaixa-se neste início de século como um ponto econômico,social e ambiental afetando todas as áreas do planeta. Seguindo em sua palestra foi revelado algumas ações em São Paulo no combate ao aquecimento global, a construção de Parques Lineares e as responsabilidades comum entre União- Estados –Municípios.

O evento teve a presença da AMMA/Goiânia que realizou a palestra discutindo o impacto da arborização no micro-clima na voz do Presidente Clarismino Junior, aonde o publico pode conhecer sobre suas metas e projetos realizados em Goiânia na recuperação dos mananciais e a construção de diversos parques ecológicos espalhados pela cidade. Sabendo que 84% dos brasileiros vivem em cidades, a qualidade do ar é determinante para o bem estar social, e os Parques ecológicos tornam-se benéficos ao habitante favorecendo um micro-clima agradável. Entre uns dos projetos da AMMA, O Projeto Jogo Limpo, firmado através da Prefeitura de Goiânia, AMMA e a Federação Goiana de Futebol (FGF), aonde é feito o plantio de árvores necessárias para neutralizar as emissões de dióxido de carbono (CO2) das partidas do Campeonato Goiano realizadas na Capital a partir de 2009.

A participação do Jornalista Vinícius Sassine demonstrou o papel da mídia frente a questões ambientais, e caracterizando-o como arma importante neste contexto. Matérias redigidas pelo jornalista foram expostas, mostrando como a mídia pode ter esse poder de conscientizar o habitante que o assunto do aquecimento global não é apenas uma relação de conversa entre as nações.

No começo da tarde a palestrante Malu Vilela, Coordenadora da Rede Amigos da Amazônia/Fundação Getúlio Vargas, descreveu como é o processo de desmatamento do corte a venda ilegal. “O desmatamento se destaca como o primeiro vetor na poluição”, afirmou a palestrante.

A última palestra ficou a cargo do Diretor do SOS Mata Atlântica Mário Mantovani, em seu discurso, o diretor enfatizou a importância de o cidadão criar a consciência de que as mudanças climáticas atingem diretamente a vida humana. "A palavra mitigação é exatamente a pergunta: o que eu posso fazer para diminuir os impactos no Meio Ambiente?", disse Mario. E mais. "O Meio Ambiente não é apenas problema do urso polar, mas é nosso que atingirá não só o clima em que vivemos, mas a economia, principalmente", enfatizou. Mario explica que a palavra sustentável é tratada com distância, principalmente pelos jovens que se vêem cansados de ouvir falar do assunto. "A questão é que sustentável só vai ser levada a sério quando cada um começar a medir sua emissão de carbono no mundo, e quando o cidadão entender e contabilizar seu consumo de Clorofluorcarbono (CFC)", abordou o diretor.

O diretor do SOS Mata Atlântica também apresentou um trabalho comparativo realizado pela empresa que igualou alguns bairros na cidade de São Paulo. Segundo os resultados obtidos, quando se compara os bairros que têm mais verde do que outros, é constatada uma diferença de até oito graus entre as localidades.

Mario mostrou aos presentes que essa mudança foi muito brusca no período de industrialização. "Muitos achavam que a industrialização era desenvolvimento, mas era atraso e um perigo que alcançava a humanidade", constatou Mario.

Ao concluir a apresentação, Mario Mantovani enfatizou a importância de se começar pequenas atitudes que, a princípio, parecem irrelevantes. Ele citou o exemplo de cada cidade lutar para que o vereador apresente projeto de Lei do IPTU verde. O projeto propõe que cada casa ou empresa que preserve ou plante verde reduza significativamente o valor tributário obrigatório.

Ao final do seminário o PEC Cerrado, foi o assunto, A Proposta de Emenda Constitucional do Cerrado também foi questionada por alunos de Ecologia e Análise Ambiental da UFG. A proposta 115/1995, do deputado Gervásio Oliveira (PSB/AP), está há 13 anos no Parlamento e proporcionará melhor proteção ao Cerrado e à Caatinga, reconhecendo-os como patrimônios nacionais, como já são a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira.




sexta-feira, 19 de março de 2010



Energia solar:
O sol é fonte de energia renovável, o aproveitamento desta energia tanto como fonte de calor quanto de luz, é uma das alternativas energéticas mais promissoras para enfrentarmos os desafios do novo milênio. A energia solar é abundante e permanente, renovável a cada dia, não polui e nem prejudica o ecossistema. A energia solar é a solução ideal para áreas afastadas e ainda não eletrificadas, especialmente num país como o Brasil onde se encontram bons índices de insolação em qualquer parte do território.
A Energia Solar soma características vantajosamente positivas para o sistema ambiental, pois o Sol, trabalhando como um imenso reator à fusão, irradia na terra todos os dias um potencial energético extremamente elevado e incomparável a qualquer outro sistema de energia, sendo a fonte básica e indispensável para praticamente todas as fontes energéticas utilizadas pelo homem.
A energia solar é importante na preservação do meio ambiente, pois tem muitas vantagens sobre as outras formas de obtenção de energia, como: não ser poluente, não influir no efeito estufa, não precisar de turbinas ou geradores para a produção de energia elétrica, mas tem como desvantagem a exigência de altos investimentos para o seu aproveitamento. Para cada um metro quadrado de coletor solar instalado evita-se a inundação de 56 metros quadrados de terras férteis, na construção de novas usinas hidrelétricas. Uma parte do milionésimo de energia solar que nosso país recebe durante o ano poderia nos dar 1 suprimento de energia equivalente a:

*54% do petróleo nacional

*2 vezes a energia obtida com o carvão mineral

*4 vezes a energia gerada no mesmo período por uma usina hidrelétrica.


Energia Nuclear:
A energia nuclear, também chamada atômica, é obtida a partir da fissão do núcleo do átomo de urânio enriquecido, liberando uma grande quantidade de energia. A energia nuclear mantém unida as partículas do núcleo de um átomo. A divisão desse núcleo em duas partes provoca a liberação de grande quantidade de energia.
Os primeiros resultados da divisão do átomo de metais pesados, como o urânio e o plutônio, foram obtidos em 1938. A princípio, a energia liberada pela fissão nuclear foi utilizada para objetivos militares. Posteriormente, as pesquisas avançaram e foram desenvolvidas com o intuito de produzir energia elétrica. No entanto, armas nucleares continuam sendo produzidas através do enriquecimento de urânio.
Atualmente os Estados Unidos lideram a produção de energia nuclear, porém os países mais dependentes da energia nuclear são França, Suécia, Finlândia e Bélgica. Na França, cerca de 80% de sua eletricidade é oriunda de centrais atômicas.
No fim da década de 1960, o governo brasileiro começou a desenvolver o Programa Nuclear Brasileiro, destinado a implantar no país a produção de energia atômica. O país possui a central nuclear Almirante Álvaro Alberto, constituída por três unidades (Angra 1, Angra 2, e Angra 3), está instalada no município de Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. Atualmente, apenas Angra 2 está em funcionamento.
Essa fonte energética é responsável por muita polêmica e desconfiança, a falta de segurança, a destinação do lixo atômico, além da possibilidade de acontecerem acidentes nas usinas, gera a reprovação da utilização da energia nuclear por grande parte da população. Alguns acidentes em usinas nucleares já aconteceram, entre eles estão:

Three Miles Island
– em 1979, na usina localizada na Pensilvânia (EUA), ocorreu a fusão do núcleo do reator e a liberação de elevados índices de radioatividade que atingiram regiões vizinhas.

Chernobyl – em 1986 ocorreram o incêndio e o vazamento de radiação na usina ucraniana, na extinta União Soviética, com milhares de feridos e mortos, podendo a contaminação radioativa ter causado 1 milhão de casos de câncer nos 20 anos seguintes.

Aspectos positivos da energia nuclear:
- As reservas de energia nuclear são muito maiores que as reservas de combustíveis fósseis;
- Comparada às usinas de combustíveis fósseis, a usina nuclear requer menores áreas;
- As usinas nucleares possibilitam maior independência energética para os países importadores de petróleo e gás;
- Não contribui para o efeito estufa.

Aspectos negativos:
- Os custos de construção e operação das usinas são muito altos;
- Possibilidade de construção de armas nucleares;
- Destinação do lixo atômico;
- Acidentes que resultam em liberação de material radioativo;
- O plutônio 239 leva 24.000 anos para ter sua radioatividade reduzida à metade, e cerca de 50.000 anos para tornar-se inócuo.

segunda-feira, 15 de março de 2010


Energia da Biomassa:

A biomassa é uma das principais fontes de energia alternativa, apesar de a sua utilização ter vindo a decrescer, sobretudo na última década.

A lenha, utilizada principalmente no setor doméstico e na panificação, é a forma de energia da biomassa mais conhecida e consumida, mas existem outros produtos energéticos derivados da biomassa com potencial interessante de desenvolvimento, tais como o biogás, o etanol e os briquetes, para referir os mais comuns.

O biogás, essencialmente constituído por metano, pode ser produzido a partir da digestão (metanização) da matéria orgânica contida nos excrementos animais de explorações pecuárias, nos resíduos sólidos urbanos e nas lamas de ETAR, e tem como aplicações a produção de calor em caldeiras e a produção de energia elétrica.

O etanol é um combustível líquido derivado da biomassa vegetal, que, misturado com a gasolina ou com o gasóleo, em percentagens reduzidas (5% a 10%), pode ser utilizado em motores de automóvel. A utilização do etanol em percentagens elevadas ou mesmo sem mistura com combustíveis petrolíferos também é possível, mas já carece de afinação ou adaptação dos motores.

Os briquetes são obtidos por compactação a partir de matéria vegetal, designadamente de resíduos da limpeza florestal (madeira e ramagens), resíduos agrícolas (vides e ramagens) e resíduos da manutenção de jardins e árvores ornamentais. Os briquetes são uma alternativa à lenha e ao carvão vegetal para algumas utilizações domésticas e industriais, designadamente para churrascos e caldeiras.

Para além do aproveitamento de resíduos (florestais, agrícolas e urbanos) e excrementos animais para valorização energética, podem também ser consideradas plantações de crescimento rápido (as chamadas “culturas energéticas”), destinadas especificamente à produção de bio-combustíveis.

Do ponto de vista ambiental, a utilização da biomassa para fins energéticos é favorável à redução das emissões de gases responsáveis pelo efeito de estufa (dióxido de carbono e metano), verificando-se um ciclo fechado do carbono, uma vez que o dióxido carbono é absorvido no processo de fotossíntese aquando da regeneração da biomassa. Além disso, a biomassa contém, em geral, menos agentes poluentes, como o enxofre e os metais pesados, do que os combustíveis fósseis mais comuns.

No que refere à biomassa florestal, o seu aproveitamento constitui um excelente meio de minimizar os riscos de incêndio. De fato, a limpeza da floresta e a valorização económica dos resíduos resultantes são factores que contribuem para a conservação da própria floresta, reduzindo as cargas combustíveis que agravam a propagação de incêndios.

Relativamente às explorações pecuárias, em particular no que respeita à suinicultura e avicultura, o aproveitamento da biomassa para fins energéticos permite reduzir substancialmente a carga poluente das águas residuais descarregadas no solo e nas linhas de água, para além de gerar receitas com a venda da energia produzida.

Por outro lado, a valorização energética da biomassa permite reduzir a importação de derivados de petróleo e é favorável à criação de emprego e ao desenvolvimento em meio rural.


domingo, 14 de março de 2010

Energia Ponto Zero:
Assim como entramos numa "nova era" para compreender o tempo, também entramos em uma "nova era" para compreender o espaço, e observando isso estarei publicando informações sobre assuntos relacionados a pesquisa de energia que se torna alvo de vários debates mundo afora.
Atualmente a Energia do Ponto zero é considerada como sendo a verdadeira natureza de tudo.O equilibrio perfeito de todas as energias que têm sido usadas na Terra desde o seu início.O Ponto Zero é o estado natural de todas as coisas. O ponto de acesso á consciência multidimensional.Foi descoberto que o que chamamos de espaço vazio - O VAZIO - na realidade está repleto de imensa energia potencial o que implica que o vazio tem mais energia do que a matéria que está nesse vazio, e, de fato, a matéria e o vazio são uma mesma coisa, há uma continuidade.
Foi descoberto que há mais energia num centímetro cúbico de vazio do que em todo o universo manifestado visível e que qualquer "descoberta" nele certamente pareceria invisível. Significa que cada ponto no vazio tem energia infinita convergindo em um só ponto.Esta idéia de que o espaço está infinitamente cheio de energia, tem imensas implicações quanto a nossa maneira de ver o Universo. A partir deste ponto de vista toda a matéria, todo o mundo manifestado não é mais que uma temporal assimetria no vazio que se cancela. Isto permite-nos fazer com que a ciência comprove que está certo o que os ensinamentos antigos vinham dizendo há muito tempo: que a matéria e o vazio são na realidade a mesma coisa.
Atualmente existem vários pesquisadores que estão a trabalhar para conseguir elaborar aparelhos que nos permitam obter energia eléctrica a partir da Energia Ponto Zero, e que conseguiram comprovar que isto é possível.É evidente que existe grande resistência para mostrar tudo que se sabe sobre isso.A ciência da Energia Ponto Zero demonstra os benefícios de uma realidade onde, não há escassez, mas a abundância vigora.Agora os recursos são escassos e a sua utilização é baseada no medo.Fala-se que existe uma escassez de energia e que devemos competir para conseguir esses recursos limitados.Claro, é assim, se pensarmos somente a partir do petróleo puro e dos reatores nucleares.Todos estes métodos de produzir energia contaminam e tem resíduos daninhos para o Planeta.O problema (que na verdade não considero um problema) com a Energia Ponto Zero, é que ela é abundante e gratuita.
Esta tecnologia, de fato, permite-nos um mundo no qual tem toda a energia que queremos, gratuita e limpa, sem nenhum prejuízo para o Planeta. A barreira que estão tendo muitas dificuldades é trazê-las para o mercado.O impedimento mais evidente é que isso vai limitar a enorme ganância de grandes empresários de energia que produz a energia escassa.Portanto, se queremos mudar o mundo, a chave está em mudar as estruturas de nosso pensamento, que estão em nosso interior e veremos surgir as mudanças externas de maneira automática.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O que a natureza nos oferece?
Bom se eu me considerasse um grande empresário do ramo extrativista concerteza diria muito recurso, matéria prima e lógico muito dinheiro, mas vejo que não me enquadro nesta posição. Em mais uma das minhas aventurancas com amigos, a que agradeço muito a companhia -Fernanda e Gabriel- nas longas conversas ao longo do caminho até o topo. Nas proximidades da cidade de Hidrolandia encaramos mais um desafio de subir o Morro do Macaco e observar a vista que nos foi proporcionado com muito suor, ao lado na foto pode-se ver o quão amplo é a visão aonde se avista a cidade de Goiania ao fundo.
O ambiente dá a sensação de voltar no tempo do Brasil Imperial. Tudo conspira para isso. As velhas caminhadas dos bandeirantes se assemelhou com a que fizemos ate o pico do Morro matas fechadas, trilhas escondidas pelas árvores e diversas trilhas que são utilizadas para um rally de motos e de bicicletas.
Enfim o atrativo que mais nos impressionou é a grande variedade de pedras que formam plataformas perfeitas para fotos, mas confesso subir la é mais indicado com que já saiba como ir e voltar, pois se perde la não é muito agradável digo isso por experiência própia. E no clímax disto tudo vimos que a natureza oferece uma sensação inágualavel para quem sabe usufruir de suas obras primas e que vale muito mais do que papel moeda. A única dica que digo a vocês é EXPERIMENTE!!!.